A população indígena tem enfrentado dificuldade para uma medida simples de combate à pandemia: lavar as mãos

Com uma população de mais de 15 mil indígenas, Dourados tem a maior reserva do Brasil, habitada pelas etnias Guarani, Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena. Em uma área de 3 mil hectares, esse grupo tem sofrido com a falta de água potável nas aldeias. Por isso, nesta semana, a Prefeitura de Dourados enviou um ofício para a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde) solicitando análise para implantação de água potável no local.

“É uma solicitação de estudo quanto ao impacto financeiro que a referida implantação trará, bem como, se existe a possibilidade de viabilizar o projeto nas Aldeias do município”, explicou o secretário municipal de Governo e Gestão Estratégica, Henrique Sartori.

No ofício, a prefeitura ressalta o dever de fornecer dignidade, buscando meios eficientes. “Ter água potável, atualmente, é o mínimo que qualquer pessoa deve receber, visto abranger questões de saúde e estrutura física dos ambientes”, explana o documento.

A administração municipal lembra que, por ser competência federal, fez a solicitação a Sesai, e se colocou à disposição para contribuir com a solução do problema.

A população indígena de Dourados tem dificuldade para adotar a medida mais simples de enfrentamento a maior crise sanitária dos últimos anos no mundo: lavar as mãos. “Isso porque, a Reserva Indígena e os acampamentos próximos a ela não possuem saneamento básico e o acesso à água é limitado. Muitas famílias estão usando reservatórios, não adequados à saúde, para consumo, higiene e serviços domésticos”, pontua o prefeito Alan Guedes.

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